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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Quando se deseja conquistar um coração

Quando se deseja realmente conquistar um coração

Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos

 conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos

 detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço

 preenchido e aceitar cada espaço vago. 

...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado

 dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.

Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por 

conta desse outro coração.

Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de

 alegria. 

Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?

Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.

Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte 

e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a 

metade que faltava.

... e é assim que se rouba um coração, fácil não? Pois é, nós só precisaremos roubar uma 

metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!

E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais 

conseguiram amar alguém... é simples...

É porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e

 somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são 

para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

Luís Fernando Veríssimo

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Prece da Alma Cansada


Por: Fátima Irene Pinto

Deixa-me sentar a beira do caminho por um instante
e acreditar que neste ato de provisório abandono,
TU me sustenta com amor inigualável
O cansaço é imenso e a estrada ainda longa!

Se meu coração está árido como solo ressequido,
TU o suavizas com chuvas amenas.
Se tudo em mim se traduz numa dor surda,
TU me tocas com sons celestiais.

Se choro e me entristeço,TU
enxugas as minhas lágrimas
e afagas o meu coração
com a delicadeza de uma brisa matutina.

Se me debato na miséria humana
e nas minhas próprias misérias,
Tu me renovas e me dignificas
porque ÉS perdão infinito.

Se perco a esperança e a fé, do outro lado
do túnel negro da minha descrença,TU
me acenas com luz intensa.
E se por fim,
o meu estado é tão lastimável que entorpecida,
de TI eu me esqueça por completo,
ainda assim me sustentas nestas horas críticas,
até que cesse o turbilhão!

Da beira do caminho eu me levanto...
O cansaço se transforma
numa vontade imensa de caminhar.
A estrada já não parece tão longa, ao contrário,
se me afigura agora uma alameda de cores e flores
que quero trilhar palmo a palmo.

Obrigada, Pai!

És meu refúgio permanente,
único caminho que me permite encontrar a paz!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Cantinho da amiga Luana Thoreserc

Poeta
Existência limitada a gritar no irresoluto da mente
Nada parece tão concreto ainda quanto as emoções
Não importa onde se busque se no céu ou no inferno
Mostrem-me o que escondem atrás de mascaras
Por mais que se renegue a massa que vos da forma
Queres nada mais que sensações...

O que se faz divino e o que se faz profano neste mundo?
Nominações que se tornam muros, barreiras...
E quem entende, que se limpo hoje é
Foi por te sido um dia imundo?

Mas renegar a massa que vos da forma é elevar-se.
Sentar em tronos, ou viajar em cósmicas espaçonaves.
Conhecer virtude, somente virtude...
que seja então... Pobre existência pela metade...

Não se vence o mundo e seus vícios
Sem ter nele ao menos uma vez se espojado!
Aponte-me o homem que não provou do vinho
Sem que não tenha se embriagado?
Que seja então... Cataloguem o que é pecado...
Não hei de louvar Baco... Mas faço noivo e noiva cair
Pois Torno água em vinho... Sejam por minha mágica tresloucados!

O que fere o homem não são seus atos...
Pensamentos, talvez... Creio que não...
Então conteste, mas o que fere o homem
É o exagero e o descontrole do que o faz perfeito
A EMOÇÃO...

Sem ela o que somos nós?
Plantas... Animais irracionais, evoluir então e regredir.
livrem-se da emoção, movam-se apenas por instinto...
Instinto?
Mecanismo que a razão faz enfraquecer.

O que é o amor nesta existência limitada?
Uma emoção aceita, nas belas falas que liberta
Que acolhe e não gera sofrer...

Amor?
Emoção qualificada, para dar sentido à vida de quem não sabe viver.
Sentimento com instintos... Ha se existisse emoção
Leões não comeriam carne, pois talvez a caça lhe pedisse compaixão!

Semânticas cognitivas... Emoção... Sentimento... Razão
Como disse o poeta dos poetas
“Ser ou não ser...eis a Questão !!!
No fim, quem pode dizer o que deve ser considerado,ou, não?

Alguns buscam nas estrelas a verdade...
Em minha analise apenas digo
que encontro na ponta da caneta a minha Liberdade.

Simplesmente simples... Eu sou o que Sou
Não hei de ser prisioneiro das trevas
Muito menos prisioneiro da Luz...
Então aceitem-me se acharem necessário
Em transito eterno, pois Assim sou alma completa
Doce e amargo... Eu sou O que Sou
Eu não Sou nada... Sou apenas um Poeta!

Luana Thoreserc


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cantinho da amiga Luana Thoreserc

 Asas que brilham, Asas Invisíveis 

Voando em céu azul o sol refulgia em tuas asas douradas...
E eu águia rarefeita por tua luz era ofuscada
Silenciando meu canto, para ouvir a fênix e sua melodia...
Sua calda de fogo, seus olhos preenchendo o céu de luz
Deram sentido a minha vida, e para a Fênix fiz as mais belas poesias...

Eram duas fênix, a que reluzia em céu de gloria
E a sombra projetada em solo pedregoso...
A sombra não cantava, não bailava, não brilhava...
Silenciosa, invisível ave, rarefeita como eu.
Esta Sombra nada mais era que a tua solitária alma
Escondida dos pequeninos pardais... Teus desafinados súditos.
Que encantados com tuas penas vermelhas e suas asas de ouro
Sentiram apenas o queimar de tua vida, na intensidade de tuas chamas
E quando teus olhos eram contemplados, recebias a piedade que não querias!

Para eles hoje tuas cinzas...para Mim tua alma ditosa...
Pois foste visto por meus olhos de águia, que amou-te além de tuas Glorias!!!

Rarefeita, imperceptível ave, guardei as sementes que deixou cair dos frutos doces que bicavas.
Plantei em solo desconhecido de teus olhos...
No anonimato de minha arte, com gotas de amor a terra seca eu fertilizei.

Eram tantos pássaros invisíveis que ao teu redor faziam algazarra
Que se tornaram uniformes ao ponto de serem vistos.
Um único e gigantesco pássaro, que dava sentido ao desejo de tua alma...E te prendia no calor, que por vezes Feria... Queimava.

Irrevelada visão cósmica... Era Você, eles, e eu...
A arte em todas as suas formas...
Cosmicamente Revelados em nossa concepção
E esta existência tornou-se Ilusão
E então não houve fronteiras e na Luz desta certeza
Eu concebi em meu interior o “Nós”

Quando você cantou...
Quando você sorriu
Quando Você chorou...
Eu estava lá...

Então soprei no vento o que achei necessário dizer
E em tarde fresca a brisa soprou, farfalhou a arvore
E a folha caiu no colo do poeta que descansava a sua sombra...
Quanta emoção...Tantas folhas trouxe o vento
Foram sonhos, magias, cânticos e inspiração.

Luana Thoreserc



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

CICATRIZES



Cicatrizes

Tão profundas como os oceanos
Marcas que a vida se apressou
Em plasmar em reconhecimento
As dores e lamentos de minh’alma


Como o vento polar
Minha vida congelou com a tua partida
As flores perderam o perfume
O cristal perdeu o brilho e se quebrou


A natureza emudeceu seus sons
A primavera se fez luto
Os pássaros já não voam mais
As estrelas se apagaram


As lembranças são feridas abertas
Que insistem em sangrar
Quando me recordo de nossos beijos
De nossos momentos de amor


O vazio ocupou meu coração
Fazendo morada permanente
Trazendo o abandono e a escuridão
Na insalubre solidão de meus dias


Sigo pela vida sem direção
Faço das horas lento movimento
Para que não me distancie mais
De nosso passado de ternos momentos


Quisera retroceder no tempo
Para que pelo menos pela última vez
Nossos lábios voltassem a se encontrar
Sentir o calor de teu corpo junto ao meu


Pela ultima vez, ter os teus olhos nos meus
Viver a verdade daqueles instantes
Ouvir tua voz pronunciar, eu te amo!
E na fragilidade da expressão de um homem


Reconhecer a ternura da alma masculina
Agora, feita em pedaços, metades
Que não consegue mais se encaixarem
Como um quebra-cabeça que perdeu suas peças


Olho o horizonte de meus pensamentos
Que expressam pálido retrato de meus antigos projetos
Ruíram ante a desesperança que cala
E consome minha essência


Hoje reflexo de um mundo obscuro
E neste espaço restrito de meu coração
Reconheço este martírio em que minha vida se transformou
Pelas feridas e cicatrizes que deixaste em mim.


Roberto Velasco

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Poesia

Liberto

Envolto na poeira das estrelas.
Radiante tão quanto um amanhecer de Luz.
Sob seus pés a lua
E acima de sua cabeça brilha o sol.

A parte unificada de meu ser eterno
Livre dos sonhos e do corpo etéreo.
Flutua navega sublime, espaço a fora.
Uma ave de penas vermelhas
Canta a felicidade, belo... Liberto.

Voe falcão de luz por toda a imensidão...
Livre das vozes, leve somente amor...
Pois se quebraram as correste da paixão
Alegre-me a alma, pois não existe distancia intransponível.
Ficarei mais um tanto de tempo aqui
Amadurecendo minhas asas e meu espírito.
E alçarei vôo para nossa casa.

Porem Antes irei ler nossos papiros.

Encontrei em teu despertar a felicidade
E libertando eis que sou liberto.
O amor é atemporal, chave quântica do universo.
Não existe Longe... Não existe perto.


Lhe digo mais Uma vez...

Minha alma se alegra em tua Luz
Flua amor, sublime amor
Belo... Radioso... Liberto!

Luana Thoreserc